Especialista ensina seis formas de como obter novas experiências sensoriais com o saquê

saquê especialista
Foto: Jornal O Globo

Talvez não faça muito sentido falar em saquê quente em um país tropical. Mesmo no Japão, o hábito está em extinção. No entanto, com as constantes variações de temperatura, é possível aproveitar para nos surpreender com novas experiências sensoriais, inclusive enriquecer o repertório com técnicas antigas de apreciação.

Antigamente, os japoneses aqueciam o saquê para disfarçar a baixa qualidade da bebida e esquentar o corpo, um hábito semelhante aos dos russos com a vodca. Hoje, apenas os mais velhos mantém essa tradição. Os jovens preferem o saquê gelado. De qualquer maneira, o kanzake (saquê quente) é uma maneira de degustar a bebida. Normalmente, o saquê quente pode ser harmonizado com pratos quentes.

Para ajudar os apreciadores a ampliar o universo de uma das bebidas mais tradicionais do mundo, Celso Ishiy, um dos maiores especialistas e diretor daTRADBRAS, empresa focada na importação e exportação de produtos da cultura oriental, ensina como aproveitar toda a versatilidade do saquê. Confira:

Como esquentar o seu saquê

Coloque a bebida dentro do tokkuri, a garrafa de cerâmica com o “pescoço” apertado, em banho maria. Com fundo côncavo, o tokkuri permite sentir a temperatura interna. O pescoço pequeno da garrafa dificulta a evaporação e ajuda a conservar a temperatura. Hoje, a maioria das garrafas também pode ser aquecida diretamente em banho maria. Muitos rótulos já trazem a indicação da melhor temperatura para aquecimento. Esquente por três ou quatro minutos, dependendo da preferência. Lembre-se de que há alteração do aroma e sabor. Se quiser precisão, existem termômetros especiais para medir a temperatura da bebida. É importante lembrar que deve-se evitar aquecer em microondas ou utilizar o maçarico de cozinha, pois a evaporação rápida do álcool reduz a qualidade da bebida.

Saquês quentes:

Terminologia e características

– Tobirikan (acima de 55oC) – os aromas são acentuados e o saquê torna-se muito seco

 – Atsukan (ao redor de 50oC) – Acentuam-se os aromas e o sabor seco é mais agradável

– Jokan (ao redor de 45oC) – Aromas e sabores brandos, mas persistentes

– Nurukan (ao redor de 40oC) – Os aromas e sabores são expandidos

– Hitohadakan (ao redor de 35oC) – Bom aroma de arroz e koji. Fresco ao paladar

– Hinatakan (ao redor de 30oC) – Ressaltam-se os aromas e um sabor mais harmonioso

 

Sobre Celso Ishiy

Celso Ishiy é sommelier de saquê e um dos principais especialistas no assunto no Brasil. Fez diversos cursos no Japão, entre eles o Sake Professional Course, ministrado por John Gauntner, o principal especialista estrangeiro em saquê. Para conhecer o processo de produção em detalhes, trabalhou em diversas fábricas de saquê no Japão.

A convite da Jetro (Japan External Trade Organization), órgão do governo japonês para desenvolvimento do comércio entre os países, conheceu mais fabricantes em diversas províncias. Ministrou treinamentos, cursos e palestras sobre o tema em instituições como Fundação Japão, ABB (Associação Brasileira de Bartenders) e evento “Japão à Brasileira”, organizado pela Prefeitura de São Paulo. Elabora cardápios de saquê e ministra treinamentos para restaurantes e empórios. Além disso, é um dos diretores da TRADBRAS, empresa focada na importação e exportação de produtos da cultura oriental. Para mais informações, acesse: www.tradbras.com.br.

 

Sobre a TRADBRAS

Com foco em produtos japoneses, a TRADBRAS representa com exclusividade no Brasil marcas consagradas, como Sakês Hakushika e Cervejas Sapporo, além de muitos produtos diferenciados. É uma importadora que integra a tradição e a modernidade embarcada no Japão. Com 50 anos de história, a TRADBRAS é considerada a companhia mais tradicional em seu ramo de atividade.

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