1º Encontro sobre o Terceiro Setor Brasileiro em Itapetininga

Itapetininga realiza primeiro encontro de organizações do Terceiro Setor Com o objetivo de formar uma rede de atuação entre as instituições, o evento contou com organizações do terceiro setor, poder público, iniciativa privada, mídia, setor acadêmico e voluntariado.

O 1º Encontro sobre o Terceiro Setor Brasileiro e seu Marco Regulatório aconteceu na manhã de 27/06, em Itapetininga, com participação de instituições beneficentes, poder público, iniciativa privada, setor acadêmico, artesãos, ambientalistas, mídia, voluntariado, dentre outros. Com o objetivo de formar uma rede de atuação entre as instituições, integrando, apoiando, divulgando, acompanhando, capacitando, mobilizando e fortalecendo entre si. A iniciativa segue o modelo da Rede de Cidadania Ativa, de Capão Bonito, atuante desde 2012 na região, que esteve presente e esclareceu dúvidas e reforçou a importância da união, convidando todas as organizações sociais de Itapetininga a se juntarem. O evento foi um sucesso. A Rede de Cidadania Ativa de Capão Bonito é uma rede socioambiental e sustentável, que opta por ser uma rede baseada na seguinte ideia: “na rede de pesca não existe nenhum nó que está acima dos outros, sequer um mais importante. Nenhum nó pode pensar nos demais como competidores, todos são igualmente necessários. Cada nó sabe que ao fazer parte da rede está fortemente ligado a mais quatro nós ao seu redor, em uma progressão exponencial para formar a rede. Cada nó tem a consciência de sua responsabilidade, pela sua ligação com os nós vizinhos e assim pela integridade da rede e é isso que a Rede de Cidadania Ativa busca passar, os nós e o nós são importantes se unidos sem discriminações”. Quem fizer parte da rede, poderá contar com consultoria jurídica, contábil, de gestão e de treinamento especializados no terceiro setor, além de consultores próprios à disposição das instituições que se filiam, além de capacitações presenciais. Focando no exercício de uma gestão institucional pautada em sustentabilidade, planejamento, transparência, troca de informações, que saiba captar recursos e gerir de modo eficaz, participativa, seguindo corretamente a legislação vigente, unindo poderes, todas as instituições são estimuladas a refletirem sobre os problemas que as afligem, definirem ações prioritárias, sonharem coletivamente, dentre outros fatores fundamentais. O melhor de tudo é que os filiados pagam uma taxa simbólica, a título de pertencimento. A mediação do evento foi feito por Denise Oliveira, do GAPCI – Grupo de Apoio aos Portadores de Câncer de Itapetininga, que sediou o encontro. Cada participante se apresentou. Ludmila Garrossino, analista de sustentabilidade da empresa Suzano, apoiadora da Rede de Cidadania Ativa de Capão Bonito, explicou a importância da união entre as instituições particulares, poder público e terceiro setor, somando forças e dando retorno social. Fábio Arruda Miranda, jornalista, apresentou a situação do terceiro setor em Itapetininga, falando da importância de um calendário único de eventos e da importância de fortalecer as instituições, que são instrumentos de apoio ao poder público e agentes importantes de transformação e crescimento social. Leila Novak, consultora da Rede, explicou sobre o Marco Regulatório, sobre a Lei de Utilidade Pública Municipal, a falta de espaço do terceiro setor na mídia, no que de fato precisam avançar, da importância do cumprimento da lei participando de Conselhos Municipais, entre outros assuntos importantes. Gilson Kurtz, gestor da Rede de Cidadania Ativa de Capão Bonito, finalizou dizendo o motivo de escolherem Itapetininga para a integração, como é essencial o fortalecimento dos artesãos e da cultura local, a credibilidade no relacionamento das organizações sociais junto ao poder público, industrial, no comércio e demais áreas, além do fator essencial da união e da sustentabilidade. No final, o público participante teve a oportunidade de realizarem perguntas, esclarecendo dúvidas e debatendo pontos importantes. As próximas etapas também já foram definidas. A premissa é que o trabalho das organizações sociais em rede é fundamental para um terceiro setor saudável, já que o problema não está em ser pequeno, mas sim em ser sozinho. Juntos, todos são mais fortes e saem ganhando, com uma comunicação eficiente. O evento foi a primeira reunião de organizações sociais em Itapetininga.

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