Início NOTÍCIAS Mulheres lideram pesquisas em biotecnologia florestal da Suzano em Itapetininga, diz empresa

Mulheres lideram pesquisas em biotecnologia florestal da Suzano em Itapetininga, diz empresa

Centro de pesquisa da companhia no interior paulista reúne maioria feminina em estudos genéticos com eucalipto

Carolina Rocha - Divulgação/Suzano Itapetininga UNF

A Suzano, em comunicado, destacou que mulheres ocupam papel central nas pesquisas conduzidas em seu laboratório de biotecnologia florestal em Itapetininga, no interior de São Paulo. Segundo a empresa, mais de 60% da equipe que atua na divisão FuturaGene é formada por profissionais do sexo feminino.

O centro de pesquisa trabalha com estudos em biologia molecular voltados ao aprimoramento genético do eucalipto. As pesquisas buscam desenvolver árvores com maior produtividade, melhor qualidade da madeira e resistência a pragas e herbicidas, aspectos que, de acordo com a companhia, contribuem para a sustentabilidade da produção florestal.

Para Carolina Rocha, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Suzano, a presença feminina em áreas técnicas reflete uma política interna de valorização da diversidade: A valorização da diversidade é parte central da cultura da Suzano. Acreditamos na importância de gerar e compartilhar valor, e isso passa por construir ambientes diversos, que fortalecem a ciência aplicada, impulsionam a inovação e elevam a qualidade dos nossos produtos. É motivo de grande orgulho ver cada vez mais mulheres ocupando posições técnicas e de liderança, contribuindo com talento, competência e dedicação. Esse avanço reforça o nosso compromisso contínuo de ampliar a presença feminina em espaços estratégicos e de promover um ambiente cada vez mais inclusivo.

Mulheres lideram pesquisas em biotecnologia florestal da Suzano em Itapetininga, diz empresa
Carolina Rocha – Divulgação/Suzano Itapetininga UNF

Com 14 anos de atuação no laboratório de biologia molecular da empresa, Carolina acompanha a evolução das pesquisas conduzidas pela equipe. Um dos episódios mencionados por ela é a aprovação, em 2015, do primeiro eucalipto geneticamente modificado do mundo, resultado de pesquisas realizadas por equipes da FuturaGene em Israel e no Brasil.

Meu maior orgulho até aqui foi contribuir para um dos marcos mais relevantes da biotecnologia florestal, a aprovação, em 2015, do primeiro eucalipto geneticamente modificado do mundo. Foram muitos anos de pesquisa conduzidos pelo time da FuturaGene em Israel e no Brasil, um trabalho que consolidou a FuturaGene como referência global no tema, destacou.

Ao longo da carreira, a pesquisadora afirma ter enfrentado desafios ligados à formação profissional. No início da trajetória, a comunicação com a equipe internacional representava um obstáculo devido ao domínio limitado de um segundo idioma. Segundo ela, o apoio da equipe e iniciativas de qualificação oferecidas pela empresa contribuíram para ampliar sua formação e permitir participação em projetos globais.

De acordo com a Suzano, o incentivo à qualificação profissional integra as práticas internas da companhia. A empresa apoia a formação acadêmica de seus profissionais, incluindo programas de mestrado e doutorado, além da participação em congressos e eventos científicos.

Para Carolina, a carreira científica exige persistência e planejamento ao longo da vida acadêmica e profissional. Acredito que cultivar essa mentalidade, de nunca desistir e sempre buscar evoluir, foi o que me trouxe até aqui, conclui.

SEM COMENTÁRIOS

ComenteCancelar resposta

Sair da versão mobile