A Suzano, em comunicado, destacou que mulheres ocupam papel central nas pesquisas conduzidas em seu laboratório de biotecnologia florestal em Itapetininga, no interior de São Paulo. Segundo a empresa, mais de 60% da equipe que atua na divisão FuturaGene é formada por profissionais do sexo feminino.
O centro de pesquisa trabalha com estudos em biologia molecular voltados ao aprimoramento genético do eucalipto. As pesquisas buscam desenvolver árvores com maior produtividade, melhor qualidade da madeira e resistência a pragas e herbicidas, aspectos que, de acordo com a companhia, contribuem para a sustentabilidade da produção florestal.
Para Carolina Rocha, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Suzano, a presença feminina em áreas técnicas reflete uma política interna de valorização da diversidade: “A valorização da diversidade é parte central da cultura da Suzano. Acreditamos na importância de gerar e compartilhar valor, e isso passa por construir ambientes diversos, que fortalecem a ciência aplicada, impulsionam a inovação e elevam a qualidade dos nossos produtos. É motivo de grande orgulho ver cada vez mais mulheres ocupando posições técnicas e de liderança, contribuindo com talento, competência e dedicação. Esse avanço reforça o nosso compromisso contínuo de ampliar a presença feminina em espaços estratégicos e de promover um ambiente cada vez mais inclusivo”.

Com 14 anos de atuação no laboratório de biologia molecular da empresa, Carolina acompanha a evolução das pesquisas conduzidas pela equipe. Um dos episódios mencionados por ela é a aprovação, em 2015, do primeiro eucalipto geneticamente modificado do mundo, resultado de pesquisas realizadas por equipes da FuturaGene em Israel e no Brasil.
“Meu maior orgulho até aqui foi contribuir para um dos marcos mais relevantes da biotecnologia florestal, a aprovação, em 2015, do primeiro eucalipto geneticamente modificado do mundo. Foram muitos anos de pesquisa conduzidos pelo time da FuturaGene em Israel e no Brasil, um trabalho que consolidou a FuturaGene como referência global no tema”, destacou.
Ao longo da carreira, a pesquisadora afirma ter enfrentado desafios ligados à formação profissional. No início da trajetória, a comunicação com a equipe internacional representava um obstáculo devido ao domínio limitado de um segundo idioma. Segundo ela, o apoio da equipe e iniciativas de qualificação oferecidas pela empresa contribuíram para ampliar sua formação e permitir participação em projetos globais.
De acordo com a Suzano, o incentivo à qualificação profissional integra as práticas internas da companhia. A empresa apoia a formação acadêmica de seus profissionais, incluindo programas de mestrado e doutorado, além da participação em congressos e eventos científicos.
Para Carolina, a carreira científica exige persistência e planejamento ao longo da vida acadêmica e profissional. “Acredito que cultivar essa mentalidade, de nunca desistir e sempre buscar evoluir, foi o que me trouxe até aqui”, conclui.